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30/03/2004 01:26
Nasceu em ti minha ânsia profunda,
Juntei-me ao silêncio dos condenados,
Ajoelhei-me no palácio da danação,
Cantei blasfêmias com os mortos,
E entreguei minha alma,
Nesta noite silenciosa...

Corpo ferido,
Coração dilacerado,
Triste olhar,
De quem olha um sonho se exaurindo,
Completamente e só,
Nesta imensa escuridão...

Através das brumas,
Procuro por uma resposta,
Uma dádiva qualquer,
Que polpe meu ser,
Que me traga de volta,
Deste eterno sofrimento...

E descubro com imenso pesar,
Que respostas não existem,
Para este fúnebre ser,
Maldito, Herege,
Cansado, Pródigo,
E eternamente solitário...

Nasceu em ti minha ânsia profunda,
Minha querida dama,
Que trilha meu caminho,
Que nunca me abandona,
E é a ti que dedico estas palavras,
Minha doce Solidão...
enviada por †Ðevanei؆



24/03/2004 22:36
Os Desejos rasgam minha alma
Em Sonhos que se perdem na escuridão
E um Delírio me conduz a meu reino
Onde Desespero consome meus pensamentos
O Destino vira mais uma página
E a Morte abraça-me com carinho...
Dias são como sonhos perdidos, caindo no esquecimento...
O que eu sou?
Um pecador em busca de redenção?
Um Rei falido nas ruinas de seu castelo?
Um bêbado notívago jogado no canto do quarto?
Um insano Devaneio em busca de identidade?
Ou apenas um sarcasmo????
Onde estão as respostas?
Onde estão os meus sonhos?
Onde está a luz que me guiou um dia?

enviada por †Ðevanei؆



27/02/2004 00:19
Sinto um fúnebre desespero
Um aterrador abismo em minha inútil alma
Lançando sobre mim, uma leve agonia
Que me consola sob a luz do luar
Então, morrerei com minhas palavras que nunca foram ditas

Maldito seja o anjo que minha vida salvou um dia
Lúgubre ser! Abstrato, surreal, caótico, gótico, mas belo
E agora, nas profundezas da insanidade
Busco por redenção
Para só então, ser velado com minhas emoções

Com meus desejos sendo arrancados violentamente
Pelos vorazes vermes
Que só esperavam a oportunidade, o momento certo
Sou agora um corpo em putrefação
Sepultado com meus secretos sentimentos

E na ascenção de meu ser, sob a luz do luar
Levarei comigo, as mais tristes lembranças
De uma mórbida existência
Que lentamente é lançada
No abismo do esquecimento

enviada por †Ðevanei؆



21/02/2004 03:49
Eu?
O que sou eu?
Uma fagulha de uma mente insana?
Uma metafora dos Deuses?
Uma idéia em busca de um sentido?
Um delírio?

Vago pelos estreitos caminhos de minha mente
Num grito silencioso
Buscando uma resposta
Para a pergunta que nunca foi feita
Minhas idéias se misturam, violentamente
Numa tempestade mental

E assim eu sigo
Pelo caminho não criado
No mundo inexistente
Onde as coisas sem sentido
São verdadeiras
E para todo fim, o começo

Na ascensão da decadência
Tranquilamente desorientada
A lucidez alucinada
Falou para a malandragem inteligente
É muita inasnidade
Para uma única mente

enviada por †Ðevanei؆



07/02/2004 03:54
Pela luz da lua
E pelos seres da noite
Uma maldição foi lançada sobre mim
Para consimir-me em trevas
Lentamente
Sinto algo se aproximando
O ceifador
E assim seguirei para a queda infinita
Deixando o meu negro paraiso
Renegando a santidade
Entregando-se
Consumindo-se
Num extase macabro
Que me leva
Por uma fúnebre melodia
Até os braços desta Dama
Chamada Morte

enviada por †Ðevanei؆



03/02/2004 23:42
Deparo-me comigo mesmo,
Um eu, ha muito esquecido,
Meu lado negro,
Em meu Reino de sombras,
Que abre seus braços,
Me dando boas vindas.

Confrontos em minha alma,
Disturbios em minha mente,
Eu desejo!
Eu queria ter o poder!
Para acabar com esta dor,
Angustia Insuperável!

É tudo tão frio,
Tudo tão vazio!
Tudo tão nebuloso,
Onde está o futuro que sonhei?
Longe,muito longe,
Em olhos que não são os meus...
enviada por †Ðevanei؆



30/01/2004 02:12
Sinto meu mundo se distânciar,
Estou perdendo-o em meu lento caminhar,
Prostrando minhas lágrimas neste solo desértico,
Eu rastejo em busca de meus sonhos,
Novamente.

Por que os corvos Sobrevoam meu ser?
Por que as sombras caem sobre mim?
Por que tudo que amo é arrancado de mim?
Violentamente
Por meus próprios erros?

Eu mutilo meu ser,
Torturo minha alma,
Queimo meu herege coração,
Sofro por não conseguir,
Rever minhas verdades.

Agora, estando longe,
Distante de meus devaneios,
Eu observo o luar,
Onde minhas cansadas mãos,
Tentam tocar a sua ausencia.

enviada por †Ðevanei؆



27/01/2004 03:52
Implorei aos céus por felicidade
Vaguei solitário por esta terra
Encontrei o desprezo no inferno
E te conheci em meus sonhos

Tão triste seu olhar
Tão frio seu toque
Tão pura a sua alma
E tão doce a sua voz

De meus sonhos eu a fiz real
Enfrentei o inferno para tê-la
Voltei a esta terra para amar-te
E com suas asas negras, você voltou aos céus

Me entristece lembrar de seu olhar
O vento ainda me traz o frio de seu toque
No vinho que bebo posso sentir sua alma
E nas frias Lápides de um cemitério escuto sua doce voz

Amaldiçoei os céus com blasfemeas
Gritei heresias nesta terra
E fui lançado ao inferno
Em busca de meus sonhos, em busca de você..

enviada por †Ðevanei؆



24/12/2003 15:18
E então o sol se pôs,
E a lua lançou seu encanto,
Pela noite fria e nebulosa,
Onde esta pálida alma caminhava,
Com um destino incerto,
E assim, encontrei a escuridão.

Caminhei com as feras abismais,
Dormi o sono dos condenados,
E sonhei no vale da lamentação,
Com a vida que não tive,
Com um coração puro,
Que há muito perdi.

E nos recantos sombrios,
Do negro abismo,
Implorei por redenção,
Entregando minha alma,
Minha cansada alma,
Ao luar.

enviada por †Ðevanei؆



08/11/2003 05:30
Escuridão adormeceu em meu coração,
Feito sol negro pairando no ar,
Eclipse de tristes formas
Que em minha alma se esconde

Caindo em dormência letargica
Como um convulso em sombras
Apagando cada estrela do céu
Vomitando a profunda ansia do viver

Do saber das coisas profanas
Ocultas na sombra feita por sua luz
Rasgue seu peito em chamas putridas
Queimando e ardendo sobre gélidos sentimentos

E vai soturnamente desaparecendo num horizonte escarlate,
Que em devaneio de ventos uivantes o leva sobre montes,
Ao longe seus murmurios clamando pela luz
Quando lhe ofereço a paz de minha gélida noite

enviada por †Ðevanei؆



27/09/2003 04:18
Eu clamo pela morte
Eu clamo pelo alvorecer
Um corvo pousa no lustre
para procurar além dos seres silenciosos
completamente só
os véus se rasgarm agora
As lágrimas que dançam por meu rosto
Neste triste anoitecer
Aflija-se na noite
Sinta o cansaço da vida
Aflija-se pelo dia
Veja ela em direção a luz!
Além dos véus do alvorecer
Onde as sirenes tocam
O por do sol me apreende enquanto eu ando
Com a escuridão chegando
Eu, condenado levanto-me para cair
Assim eu ouço o corvo me chamando
A beleza do luar se perdendo
Eu queria ver o amanheçer de minha amada
Distante, bem abaixo do céu, estou perdido
Sinto a noite dentro de mim
Onde uma vez, pálido e frio
Os restos de meu ser levantou-se
Para vagar pela ruina dos sonhos...

enviada por †Ðevanei؆



18/09/2003 14:02
Minha alma parte
para uma outra existência
Uma viagem bem além de todos os sonhos agradáveis
Uma viagem pelas visões da desolação
Uma transformação interna
Vôo do subconsciente
A vista campos vazios
Ao longe prados de névoas
Onde mentes são mortalhadas na completa noite
O desvanecimento dos sonhos, vida e luz
Desejando uma jornada sem fim
Ferido dentro de um rastro
Entrando em meu domínio sem alma e livre
Visitando um lugar estranho mas tão conhecido
Outra dimensão se abriu para eu ver
O paraíso com certeza não foi feito para mim
Minha alma chega
Um pequeno passo no chão profano
O chão esquecido de meu reino
E numa comunhão
O vazio une-se com minha alma
Tornando-se enfim
Trevas
Eu procuro pela insanidade,
E vejo-a afogando-se lentamente
Nas feridas de minha alma

enviada por †Ðevanei؆



17/09/2003 13:01


Fecho meus olhos
Não há mais nada para ver
Fecho as portas de meu reino
Ninguém mais deve entrar
Não existe uma vida de milagres
Apenas as que começam a dor
E para sempre será assim

Fecho meus olhos
A ventania não cessará
A escuridão não ira se dissipar
E rastejando até o limite
Eu desabo e choro
Minhas lágrimas que caem
num abismo de minha alma...

enviada por †Ðevanei؆



16/09/2003 21:16
Se errar é humano e perdoar é divino, como poderei eu perdoar os erros alheios? Como poderei esperar perdão por meus erros?
Errei, erro, é certo, e neste breve momento de minha vida me indago se um dia eu mesmo irei me perdoar.
A solidão me consome, nestes dias vazios, mas é apenas o começo, tento me iludir mas a verdade é tensa, cruel e fria.
E querer ter demais um pouco de felicidade?
Sofro por ter essa imagem distorcida para a sociedade. O palhaço vai ao picadeiro, faz a multidão rir...Mas depois que todos vão embora e as luzes se apagam, ele chora pelo simples fato de não ter aquilo que ele proporciona.
Sou um ser humano limitado, que só usa uma pequena parte do cérebro, que tem seus anseios, defeitos e virtudes.
Vivo na ilusão das pessoas que perdi por meu próprio descuido, mas é inevitável.
Eu tento lutar e minha única arma é minha lucidez, mas as vezes ela falha...
Olho para frente mas não vejo nada, como gostaria de ver! Carrego meu passado nas costar e que fardo pesado ele é.
Cada um carrega sua própria cruz atré o calvário, dane-se!
Posso estar curvado ao peso de meus pecados, mas não me curvarei perante esse falso ídolo que é a sociedade, sou o que sou pela minha própria natureza, mórbido, promíscuo, melancólico...
Um cavalheiro errante a procura de sua Dama sequestrada pelo maléfico dragão flamejante.
Vida longa ao Rei!!!!!

enviada por †Ðevanei؆



16/09/2003 18:55
O sonhador adormeçeu a branda luz da noite
Envolto em brumas soturnas
Sonhava encantado com seus contos de fadas
Distantes Devaneios!
A noite se refugiava
Dando lugar ao dia iluminado
E o poeta
O sonhador embalsamado
Não acordara para compor
Suas pálpebras roxas de dor
Repousava lentamente
Sobre seus olhos absortos
O poeta sonhador esvaineceu
Foi-se
E a linda lua conheçeu
Com a lembrança de um último beijo
Um reino distante
Onde ocultar seus desejos...
enviada por †Ðevanei؆






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